Na noite de segunda-feira, 25 de setembro, o Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Tuca) foi o cenário da cerimônia de entrega da Medalha São Paulo Apóstolo 2025. O evento destacou a dedicação de pessoas e instituições à missão evangelizadora da Igreja em São Paulo.

Em sintonia com o Ano Jubilar, cujo tema é “Peregrinos de Esperança”, a premiação celebrou os “sinais de esperança” presentes tanto na Igreja quanto na sociedade. A cerimônia também marcou o décimo aniversário da criação da Medalha, uma iniciativa lançada em 2015 pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo. O projeto visa reconhecer as ações positivas já realizadas e, ao mesmo tempo, inspirar um maior dinamismo na vida eclesial, reconhecendo o papel dos membros da Igreja no cumprimento de sua missão por meio dos dons do Espírito Santo.

Durante sua fala de abertura, Dom Odilo destacou o objetivo da Medalha. “Em dez anos, entregamos entre 110 e 120 medalhas, um reconhecimento por ações significativas, entre tantas outras ações inspiradoras. O objetivo é esse: evidenciar as boas iniciativas realizadas em nossa Igreja em São Paulo”, disse. Ele também mencionou que a honraria busca ser um incentivo para que essas ações “motivem outras iniciativas semelhantes, criando um dinamismo ainda maior na prática do bem”.
O Cardeal ainda ressaltou a importância histórica da Arquidiocese de São Paulo: “A medalha traz a referência à nossa Arquidiocese, com a imagem de São Paulo Apóstolo de um lado e a Catedral Metropolitana do outro. Neste ano, celebramos os 280 anos da Arquidiocese enquanto diocese”, lembrou.

Entre os homenageados, o Padre José Roberto (Beto) Abreu de Mattos, Pároco e Reitor da Basílica Menor de Sant’Ana, na Região Santana, foi reconhecido na categoria Serviço Sacerdotal. Sua trajetória pastoral reflete a “esperança em ação”, evidenciada por sua constante dedicação ao evangelismo e à caridade.
Em seu discurso de agradecimento, o Padre Beto refletiu sobre sua vocação e o tempo dedicado ao ministério sacerdotal: “O tempo, sem dúvida, é um problema filosófico, e neste momento ele me pressiona, mas não me abraça. Foi ele quem, de maneira sutil e quase imperceptível, me presenteou com 29 anos de serviço sacerdotal, repletos de inúmeras experiências de salvação junto ao Senhor”, afirmou.
Ao encerrar suas palavras, Padre Beto expressou a dificuldade de traduzir em palavras as emoções que sentia, mencionando a importância das pessoas e dos lugares que marcaram sua jornada: “Diante da limitação do tempo, é impossível expressar em palavras a profundidade dos sentimentos e os nomes das tantas pessoas e lugares que, de várias formas, contribuíram para que eu chegasse até aqui.”





